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Espécies de Abelhas



ABELHAS SEM FERRÃO DESCRIÇÃO DAS ESPÉCIES






Abelha Uruçu Verdadeira
Uruçu é uma palavra que vem do tupi “eiru su”, que nessa língua indígena significa “abelha grande”. Essa nomenclatura está relacionada com diversas abelhas do mesmo gênero, encontradas não só no Nordeste, mas também na região Norte. No Brasil, existe a Uruçu amarela (Melipona rufiventris), bem como a Uruçu Verdadeira ou Uruçu do Nordeste (Melipona scutellaris).
A tendência, porém, é a de reservar o termo “Uruçu” para destacar o seu tamanho avantajado (semelhante à Apis), pela produção de mel expressiva entre os meliponídeos e pela facilidade do manejo, pois são abelhas mansas.
Estudos já realizados mostraram o relacionamento da Uruçu com a mata úmida, que apresenta as condições ideais para as abelhas construírem seus ninhos, além de encontrarem, em árvores de grande porte, espécies com floradas muito abundantes, que são seus principais recursos alimentares, bem como locais de morada e reprodução.
A Uruçu (Melipona scutellaris) possui uma preferência floral mais seletiva do que as abelhas africanizadas, razão porque se encontram em vias de extinção.
Ocorrência
A abelha Uruçu é uma abelha sem ferrão, nativa do Brasil, encontrada na zona da mata do litoral baiano e nordestino. Esta espécie prefere habitar locais úmidos, nidificando em árvores de grande porte.
Morfologia
A Uruçu possui corpo robusto (marrom e preto), vértice marrom-amarelado, com pelos abundantes amarelo-ruivos, frequentemente com alguns mais claros, cor de ouro. O clípeo, estrutura da cabeça que liga as peças bucais, é levemente convexo, e a face, relativamente estreita. Seu tórax é preto no dorso, com pelos densos e amarelo-dourados, e face ventral, com fina penugem acinzentada. O comprimento das operárias é de 10 a 12 mm. A Uruçu possui abdômen escuro, com cinco listras claras.
Ninho
Os ninhos da Uruçu têm entrada típica, sempre com abertura no centro de raias de barro convergentes. Da mesma forma, podemos encontrar ninhos, cujas raias de barro são elevadas e formam uma coroa, frequentemente voltada para baixo. Essa entrada, que dá passagem para as abelhas, é guardada por uma única operária.
No interior da colmeia, encontramos várias camadas (lamelas) de cerume, que formam o invólucro, material maleável resultante da mistura de cera produzida pelas abelhas misturadas com a resina que coletam nas plantas. O cerume é o material básico utilizado em todas as estruturas que existem dentro do ninho.
As abelhas sem ferrão mantêm a cria e o alimento em estruturas diferentes. Os ovos são colocados em células de cria, que contêm todo o alimento larval necessário para o desenvolvimento da larva.
Várias células de cria justapostas formam o favo, que pode ser horizontal ou mais raramente, helicoidal. Quando a abelha nasce, a célula de cria é desmanchada e o cerume reaproveitado em outras construções no ninho.
Mel
Como já vimos, a abelha Uruçu do litoral baiano e nordestino destaca-se de outras abelhas da região pelo seu porte avantajado (é do tamanho da Apis mellifera ou maior), pela grande produção de mel e pela facilidade de manejo, atividade que já era desenvolvida pelos povos nativos antes da chegada dos colonizadores.
Com base nesses conhecimentos, vários pesquisadores e meliponicultores dessa abelha têm se dedicado, com êxito, ao trabalho de extensão e manejo, incentivando populações rurais, assentados e curiosos na criação de abelhas nativas com caixas e métodos de divisão simples.
Os méis, que podem ser comercializados em litros, são mais líquidos que os de Apis. São usados como remédio, renda extra, ou mesmo, como um alimento melhor para as famílias. Nos trabalhos mais criteriosos, os criadores das abelhas são incentivados a retirar o mel, com bomba sugadora, o que diminui o manuseio e o desperdício de mel no fundo das caixas, além de evitar a morte de ovos e larvas.
O mel dessas abelhas, além de muito saboroso, pode ser produzido até 10 litros/ano/colônia, em épocas favoráveis, embora a média seja de 2,5 a 4 litros/ano/colônia. É considerado medicinal principalmente pelas populações regionais. Devido ao alto teor de água, eles devem ser armazenados em geladeira quando não forem consumidos imediatamente.
Benefícios da espécie
-Polinização dos vegetais aumentando a produtividade das plantas cultivadas e a fertilidade das espécies que dependem da polinização cruzada;
-Produção de delicioso mel, com alta qualidade medicinal, rico em propriedades bactericidas, energéticas e antioxidantes;
-Baixo custo de implantação de meliponário e fácil manejo.

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Abelha Uruçu Amarela

Melipona rufiventris é uma abelha social brasileira, da tribo dos meliponíneos. É conhecida popularmente como Uruçu-Amarela, Tujuba, Tujuva, Tiúba, Tiúva e Teúba, nomes populares que também podem ser utilizados para outras espécies do mesmo gênero, como é o caso da Melipona fasciculata, também chamada de Tiúba no Estado do Maranhão. Vive em colônias grandes, sendo pouco agressiva, cujo comportamento defensivo é beliscar a pele. A sua raridade, tanto na natureza quanto na meliponicultura racional, tem elevado os custos de aquisição de novas matrizes, mas, mesmo assim, é uma das espécies viáveis com grandes possibilidades, principalmente para divulgação da atividade, pois sua beleza chama muito atenção.
Ocorrência
Uruçu-Amarela é encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
Essa espécie apresenta o tegumento com a coloração variando do negro ao ferrugíneo, com o corpo coberto de pelos ferrugíneos/amarelados.
Ninho
As colônias da Uruçu-Amarela podem chegar a uma população de 5 mil abelhas. Esta espécie nidifica preferencialmente em ocos de árvores. A entrada do ninho é localizada no centro de raias convergentes de barro e permite que apenas uma abelha entre ou saia de cada vez. As células de cria são horizontais ou helicoidais, não ocorrendo células reais. O invólucro está presente e é constituído de várias membranas de cerume. Os potes de alimento possuem cerca de 4 cm de altura.
Mel
Em áreas de boa florada, há grande capacidade produtiva da Uruçu-Amarela, chegando facilmente na casa dos 10kg de mel/ano. Além de ser um mel bastante procurado, pois é muito saboroso.



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Abelha Guarupu

Guarupu (Melipona bicolor) é uma abelha social da subfamília dos meliponíneos, de ampla distribuição brasileira. Também é conhecida pelos nomes de Fura-Terra, Garapu, Graipu, Guaraipo, Guarapu e Pé-de-Pau. Essa espécie é muito mansa, proporcionando um fácil manejo. A Guarupu apresenta poliginia, isto é,  mais de uma rainha no mesmo ninho, o que é raro entre as abelhas sem ferrão.
Essa espécie é muito rústica, mas com o fator feromonal em destaque. Necessita de lugares sombreados e alimentação, em igual proporção de água e açúcar. Desta forma, ao desidratare o xarope, as Guarupus são beneficiadas com a umidade interna da colmeia.
Morfologia
Melipona bicolor atinge até 9 mm de comprimento e possui coloração preta com a cabeça manchada de amarelo, construindo ninhos em árvores ocas, especialmente na base, e produz mel apreciado.
Ocorrência
A abelha Guarupu é encontrada no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A Guaraipo da Região Sul é a Melipona bicolor schencki ou Guaraipo Negra e está incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção.
As rainhas da Melipona bicolor

Na espécie de abelhas Guaraipo, há mais de uma rainha na colônia. Nem todas as operárias são irmãs, algumas são primas ou exibem outro grau de parentesco, visto que as múltiplas rainhas tendem a ser mães e filhas ou irmãs. Em compensação, para reforçar os laços familiares, cada rainha parece cruzar com apenas um macho, isto garante a manutenção de sua genética.
A organização social típica da Guaraipo são colônias com 2 ou 3 rainhas e, às vezes, até 4 ou 5. Já se viu essa característica esporadicamente em outras espécies, mas não como padrão da espécie. Ninhos comandados por mais de uma rainha são um traço mais comum em colônia de Vespas e de Formigas.
Outro dado surpreendente da Guaraipo: as rainhas convivem em tranquilidade, sem grandes disputas, em um mundo onde a partilha de liderança não parece ser empecilho ao desenvolvimento do grupo.
Ninho
O ninho da Melipona bicolor fica rente ao solo, dentro de cavidades de árvores. Na serra do Rio Grande do Sul, a Guarupu nidifica tanto próximo ao chão quanto em alturas maiores, em proporção similar. A entrada do ninho, assim como da maioria das meliponas, é feita com barro. No interior da colmeia, os favos têm uma disposição espiral, cobertos por um invólucro de várias camadas de cerume. Ao redor do favo, estão os potes ovais onde ficam armazenados os alimentos (mel e pólen).
Mel
O mel desta espécie é bastante saboroso.

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Abelha Irai
A origem do seu nome Iraí, como não poderia deixar de ser, vem do Tupi e significa (Ira: abelha, mel/ Y: rio). O “Rio do Mel”, o “Rio Doce”. Abelha indígena, pertencente a tribo dos Trigonini, constroem um berço real, ou seja, uma realeira, na periferia dos favos de cria, para que venha nascer uma nova rainha. Constrói seus ninhos nos locais mais variados, tal como muros de pedras, blocos de cimento, tijolos vazados e, com preferência, em ocos de árvores, por isso, é muito comum encontrá-las em regiões urbanas. É uma espécie tímida, de fácil manejo, pois é muito mansa.
Abelha de comportamento interessante, a Iraí tem o trabalho de fechar a entrada da sua colônia, ao cair da noite, e abri-lo ao amanhecer. Esta entrada é construída com cerume e consiste em um tubo curto de cor parda e, às vezes, escuro, no qual encontramos sempre várias abelhas guardiãs ao redor do tubo.
Ocorrência
Esta abelha é encontrada, principalmente, em zonas tropicais, mais especialmente, do norte do Paraná, no Brasil, até os Estados Unidos, na América do Norte. Na região nordeste é conhecida pelo nome popular de Camuengo, ou Mambuquinha, já no Sul, é conhecida por Jataí Preta, ou Jataí mosquito.
Morfologia
A abelha Iraí (Nannotrigona testaceicornes) mede em torno de 4 mm de comprimento, é preta, possuindo pilosidade grisalha e asas esfumaçadas no terço apical (ponta das asas). Tem população considerada mediana, com colônias contendo entre 2.000 e 3.000 elementos.
Ninho
Seu ninho possui um invólucro construído de resina dura e, às vezes, perfurada para a entrada de ar e, também, usado para delimitar a área ocupada pelo ninho. Possui, também, um invólucro composto de várias camadas de cerume fino e claro circundando os favos para manter uma temperatura constante e ao mesmo tempo protegê-las.
Os favos têm a forma espiral e são construídos em grande quantidade. As células de cria são construídas em baterias, isto é, muitas células são preparadas simultaneamente pelas operárias e a rainha põe os ovos em sequência. Os potes de alimento são pequenos, com cerca de 1,2 cm de diâmetro e possui forma ovoide.
Mel
Esta abelha produz grande quantidade de própolis puro e viscoso que, geralmente, usa para defesa de seu ninho. Produz um mel de boa qualidade, porém em pequena quantidade.



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Abelha Jatai

A criação de abelhas Jataí (Tetragonisca angustula) tem se firmado como uma boa opção aos meliponicultores. A Jataí tem algumas vantagens sobre as africanizadas ou europeias, pertencentes à família Apis: é uma abelha bastante rústica, que tem grande capacidade para fazer ninhos e sobreviver em diferentes ambientes, inclusive em zonas urbanas.
A Jataí utiliza os mais variados locais para nidificação. Isso promoveu sua adaptação, inclusive ao meio urbano, o que não ocorreu com a maioria das espécies de abelhas nativas, exclusivas nidificadoras de ocos em troncos de árvores.
Visitam plantas cultivadas e fazem os ninhos em diferentes tipos de cavidades como as de tijolos, caixas de luz, cabaças, latas abandonadas, além de ocos de árvores vivas quando em ambientes mais naturais ou arborizados.
A facilidade que a Tetragonisca tem para ocupar lugares variados para nidificação, adaptando-se às grandes cidades, influencia positivamente o sucesso evolutivo da espécie, mesmo com os grandes desmatamentos e as queimadas constantes nas florestas naturais do Brasil.
Ocorrência

Abelha Jataí é nativa do Brasil, com ampla distribuição geográfica – é encontrada do Rio Grande do Sul até o México.
Morfologia
A Jataí possui cor amarelo-ouro e tem corbículas pretas (aparelho coletor onde o pólen é recolhido). Também, não possui ferrão. É uma abelha muito mansa, no máximo, dá uns pequenos beliscões ou gruda cerume nos intrusos quando se sente ameaçada. Essa característica permite que ela seja criada perto de casa, de pessoas e animais sem oferecer riscos de ataques.
Ninho
O ninho construído pela Jataí é praticamente em forma de disco. Cera e resina separam o ninho como se fosse uma proteção, tanto na parte superior quanto na inferior do núcleo. A essa mistura de cera damos o nome de batume.
Os favos são construídos no sentido horizontal, em camadas sobrepostas. Quando as últimas células ainda estão com ovos na parte superior, as que estão na parte inferior arrebentam-se para conviver com as demais, tendo-se, assim, uma sequência de reprodução.
Na entrada do ninho é construído um tubo de cera, o qual é fechado durante a noite, deixando-se pequenos orifícios, como uma espécie de teia, a fim de permitir o arejamento interno.
Mel
O mel da Jataí, além de saboroso e suave, é bastante procurado por suas propriedades medicinais. É usado como fortificante e anti-inflamatório, em particular dos olhos. Além do mel, a Jataí produz própolis, cera e pólen de boa qualidade. Em comparação com as abelhas com ferrão, produz menor quantidade, mas o preço de venda é bem maior: um litro desse mel pode chegar a 100 reais.
É interessante lembrar que as abelhas armazenam separadamente o pólen e o mel em potes de tamanho semelhantes. Os potes de mel podem ser reconhecidos, porque são mais transparentes, enquanto os de pólen são opacos.



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Abelha Jatai da Terra

Paratrigona subnuda é popularmente conhecida como Jataí-da-Terra ou Mirim-sem-Brilho. É uma espécie muito mansa, de fácil manejo, frequentemente encontrada nas flores. Constrói seu ninho subterrâneo, ocupando panelas abandonadas de saúvas, cujos ninhos foram destruídos. Para localizar o ninho no solo, é preciso cavar cuidadosamente seguindo o tubo de entrada. As rainhas virgens andam livremente pela colmeia, sendo encontradas ocasionalmente em repouso nos potes de alimento vazios. Já os machos formam grupos dentro da colmeia, muitas vezes, junto ao depósito de detritos da colônia.
Ocorrência
A abelha Jataí-da-Terra é encontrada em Minas Gerais, no Paraná, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
Esta espécie possui a cabeça negra e o corpo alaranjado, com asas maiores que a extensão corporal, o que é comum nas meliponas.
Ninho 
Conforme já dito, o ninho da Paratrigona subnuda é subterrâneo e pode estar desde 40cm da superfície do solo até mais de 1m. Esta espécie abre a entrada do ninho, pela manhã, e a fecha, ao anoitecer, quando terminam as suas atividades. O tubo de entrada do ninho é construído com cerume.
No interior do ninho, as células de cria são construídas em baterias de até 26 células, nas colônias fortes. Os favos têm sempre a forma espiral. Em volta do favo, há alguns potes ovoides para o depósito de alimento (mel e pólen), bem como um invólucro formado por várias camadas de cerume. Na parte de baixo dos favos, há um depósito de detritos consistente, onde muitos machos ficam. Isso acontece, pois o lixo libera calor, temperatura preferida pelos machos, que vivem em grupos nos locais mais quentes dos ninhos.
Mel 
O mel da Jataí-da Terra é muito saboroso e suave, além de possuir propriedades medicinais.
Uma curiosidade
Às vezes, encontramos rainhas virgens que se escondem em potes vazios de alimento.



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Abelha Mandaçaia

Mandaçaia é uma palavra indígena que significa “vigia bonito” (mandá:vigia/çai:bonito), fato este por se observar no orifício de entrada da colmeia uma abelha sempre presente, ou seja, a vigia. A Melipona mandacaia é uma abelha social brasileira, de cabeça e tórax pretos, abdome (com faixas amarelas interrompidas no meio de cada segmento) e asas ferrugíneas. Também é conhecida pelos nomes de Amanaçaí, Amanaçaia, Manaçaia e Mandaçaia-Grande. Medindo entre 10 e 11 mm de comprimento, estas abelhas nidificam em árvores ocas. Seus ninhos, com boca de barro, são grandes e, em geral, contêm muitos litros de mel.
Na colônia de Mandaçaia, as operárias têm seus ovários desenvolvidos e, muitas vezes, podem fazer postura. Estas posturas podem ser efetuadas antes ou após a postura da rainha. Geralmente, os ovos de operárias, postos antes da postura da rainha, são ingeridos por ela, e os ovos postos após a postura da rainha darão origem a zangões (machos), isto porque a larva do macho se desenvolve mais rápido comendo, então, o ovo posto pela rainha.
Os machos de Mandaçaia, ao contrário dos de Apis mellifera, podem realizar algum tipo de trabalho na colônia, como a desidratação do néctar. Mas sua principal função nas colônias é fecundar a rainha durante o voo nupcial.
Ocorrência
Esta espécie de abelha possui excelentes características para ser criada racionalmente e pode ser encontrada ao longo da Costa Atlântica, desde o Norte até o Sul. Porém, é nas regiões secas, principalmente na Bahia, que as encontramos em maior quantidade.
Morfologia
É uma abelha de cor negra, tendo em seu abdômen quatro listras amarelas brilhantes transversais nos tergitos, placa dorsal dos segmentos do corpo dos artrópodes. A região entre as antenas, geralmente possui pelos negros. Na parte inferior da face, possui uma pontuação muito fraca. O ventre e a porção mediana superior do tórax são menos lustrosos na base do que no ápice. É uma abelha robusta que mede entre 8 a 12 mm.
Ninho
A Mandaçaia constrói seus ninhos em ocos de troncos de árvores, em uma altitude mediana. A entrada do ninho é construída com geoprópolis – uma mistura de barro com resinas extraídas das plantas. Geralmente, na parte externa do orifício de entrada, as mandaçaias constroem sulcos radiais convergentes. Neste orifício, passa somente uma abelha por vez.
A partir do orifício de entrada, encontramos um canal de mais ou menos 20 cm de comprimento, chamado túnel de ingresso, que desembocará próximo aos favos de cria, os quais são envolvidos por lamelas de cerume irregulares, chamados de invólucros, estes são constituídos de uma mistura de cera e própolis, cuja finalidade é conservar a temperatura interna do ninho.
O ninho, geralmente, tem a forma de discos sobrepostos, no sentido horizontal. Estes discos são formados por células, com aproximadamente 1 cm de altura por 0,5 cm de diâmetro, confeccionados com cerume, onde são desenvolvidas as crias. Constroem, também, com o mesmo cerume, potes ovais, medindo cerca de 3 a 5 cm de altura, por 2,5 cm de diâmetro, ligados entre si.  Estes potes são usados para armazenar alimentos, mel e pólen, e se encontram geralmente abaixo ou acima da região dos favos de cria, e próximos a eles.
O ninho desta abelha possui uma população bem menor em relação à Apis mellifera, não chegando a ultrapassar 2.000 abelhas. Normalmente, encontramos famílias somente com centenas de indivíduos. A Mandaçaia é uma abelha muito mansa, mas costuma repelir os intrusos com um movimento bastante intenso ao redor do possível inimigo, chegando a mordiscá-lo com suas fortes mandíbulas.
Mel
O mel produzido pela Mandaçaia é procurado pelo seu agradável sabor não enjoativo. É bastante liquefeito, devido ao alto teor de umidade, fato este que requer o seu armazenamento sob refrigeração para evitar a fermentação. Na natureza, a Mandaçaia pode produzir de 1,5 a 2,0 litros de mel, em épocas de boa florada. Quando criada racionalmente, a produção da Mandaçaia pode aumentar.


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Abelha Manduri

Melipona marginata é uma abelha social indígena do gênero Melipona, da subfamília dos meliponíneos. Essa espécie também é conhecida pelos nomes de Guarapu-Miúdo, Taipeira, Tiúba-Preta e Uruçu-Mirim. Nidifica em ocos de árvore, ou em paredões de taipa. No entanto, adapta-se bem em caixas racionais. A Manduri é bastante agressiva e tem mandíbulas bem fortes. Seu ataque é intenso, mordiscando a vítima incansavelmente. Mas o ataque só ocorre se a abelha se sentir ameaçada.
Ocorrência
A abelha Manduri é encontrada desde a América Central até a Argentina. No Brasil, é encontrada em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
A Manduri é uma abelha social indígena, de 6 a 7 mm de comprimento, com a coloração negra, provida de pelos grisalhos, com faixas amarelas onduladas no abdome.
Ninho
As colônias da Manduri são pouco populosas, por volta de 300 indivíduos. Conforme já dito, os locais de nidificação são principalmente ocos de árvore, podendo ocorrer também em paredões de taipa. A entrada típica do ninho está no centro de estrias convergentes de barra, onde passa apenas uma abelha de cada vez.
Essa espécie apresenta favos de cria horizontais ou helicoidais. Não apresenta células reais. Em torno dos favos de cria, há um invólucro frequentemente bem desenvolvido. Nele, podem ser encontrados pedaços endurecidos de própolis na forma de moeda. Estes geralmente são antigos. Os potes de alimento têm de 3 a 5cm de altura. O meio dos potes de alimento ou embaixo deles servem de refúgios coletivos de rainhas virgens.
Mel
Melipona marginata é grande produtora de mel. Produz, em média, 3 litros por verão. É a maior produtora de mel, entre as abelhas sem ferrão,  se levar em consideração o número de operárias que não passa de 300.


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Abelha Tubuna

abelha Tubuna, também conhecida como Mandaguari Tubuna, pertence ao grupo dasTrigonas (sem ferrão). É uma abelha bastante agressiva que, ao ser ameaçada, solta um grude, principalmente nos cabelos, além de mordiscar a vítima com suas mandíbulas. Pode viajar mais de 1 km à procura de uma nova morada: caixas de madeira velha, ocos em arvore e muros. Essa espécie concentra  suas atividades pela manhã, evitando forragear nas horas mais quentes do dia. Seu ninho tem o formato da entrada como um tubo, um funil ou uma trombeta.
Ocorrência
A abelha Tubuna é encontrada em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul, em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina.
Morfologia
Essa espécie possui coloração negra e brilhante, com as asas bem negras, ou fumadas, e o abdômen negro, com 2 pontos na cor prata (ou 1 listra prata).
Ninho
A entrada do ninho da abelha Tubuna possui forma de funil e é construída com cerume escuro. Essa espécie não fecha a entrada à noite, como algumas meliponas o fazem. Os favos de cria são construídos helicoidalmente, mas também podem ser construídos horizontalmente. Há construção de células reais.
O invólucro de cerume, que envolve o favo de cria, é pouco desenvolvido em relação as outras espécies de abelhas sem ferrão. Os potes de alimento, mel e pólen, podem atingir de 2,5 a 3,0 cm de altura e circundam o favo de cria. A colônia da Scaptotrigona bipunctatapode alcançar uma população de 2.000 a 50.000 abelhas.
Mel
Embora o seu pequeno porte, a Tubuna é considerada uma grande produtora de mel.



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Abelha Mirim Droryana

Abelha rústica e resistente, a Plebeia droryana é uma abelha social, pertencente à subfamília dos meliponíneos. É conhecida popularmente como Mirim Droryana, Abelha-Mosquito, Jataí-Mosquito, Jataí-Preta, Jati e Jati-preta. É pequena e mansa. Possui uma mancha amarela em forma de gota, na frente da cabeça, já o seu corpo é escuro. Nidifica em fendas de árvores ocas e buracos nas rochas ou muros, desde que os ocos ou fendas sejam de tamanho apropriado e não aquecidos pelo sol em demasia.
Ocorrência
abelha Mirim Droryana é encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Morfologia
A espécie possui coloração escura, com desenhos amarelos na cabeça, e cerca de 3 mm de comprimento.
Ninho
A entrada do ninho da abelha Mirim Droryana é feita com própolis e cerume de coloração branco-amarelada, quase transparente. A entrada possui menos de 1 cm e não é fechada à noite, porém, como também ocorre em outras espécies, se o ninho está em local escuro, o pito é maior e direcionado para o lado da claridade. Frequentemente há duas entradas no mesmo pito, uma menor e circular, logo acima da entrada principal, e outra, que fica abaixo, com formato de fenda, que possibilita a passagem de 3 abelhas por vez, o que facilita a sua identificação. A população da família normalmente é de 2 a 5 mil abelhas por colmeia adulta.
As células de cria são horizontais ou helicoidais, também ocorrendo células reais. O invólucro está presente e é construído com cerume. A construção das células de cria é suspensa no inverno, ou em uma parte dele. Nesta espécie, ocorrem machos normais ou gigantes, ambos são tratados da mesma maneira pelas operárias.
Mel
Plebeia droryana produz mel apreciado, porém escasso.


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Abelha Mirim Guaçu
Plebeia remota é conhecida popularmente como Mirim-Guaçu, pertencente à grande tribo das Trigonines. É uma abelha pequena, tímida e não agressiva. Evolutivamente, localiza-se em um ramo filogeneticamente mais primitivo, em relação às outras abelhas sociais, e, por isso mesmo, tem algumas características muito peculiares. Produz própolis de consistência muito gosmenta, acumulada em montículos, e usada emergencialmente, quando ameaçada, para imobilizar e empastelar os invasores.
Ocorrência
abelha Mirim-Guaçu é encontrada em Minas Gerais, no Paraná e em São Paulo.
Morfologia
Essa espécie possui a coloração do corpo escura, com pilosidade clara. Mede aproximadamente 6 a 7 mm de tamanho.
Ninho
A Mirim-Guaçu nidifica em ocos de árvores e em barrancos, desde que os ocos sejam de tamanho apropriado e não aquecidos pelo sol em demasia. A entrada do ninho é feita com própolis e é geralmente curta no exterior do ninho, não sendo fechada à noite. Por ela passa apenas uma abelha. Durante as horas de atividade, a entrada é guardada por uma abelha sentinela. As células de cria são horizontais ou helicoidais, ocorrendo também células reais. O invólucro está presente e apresenta de 1 a 3 membranas. As colônias apresentam tamanho médio.
O ninho é construído com discos de cria dispostos horizontalmente, cobertos por lamelas de cerume ou não. Para fixar as estruturas, a abelha Mirim-Guaçu constrói pilares de cerume, formando uma interessante trama. No inverno, nas regiões frias, costuma interromper a postura, ocluir o orifício de entrada e entrar em estado de diapausa (dormência ou redução importante do metabolismo).
Os potes de alimento são semelhantes a um grão de uva, onde as operárias armazenam pequena quantidade de mel bem fluido, ácido e saboroso, como a maioria dos meliponíneos. Junto aos potes de mel, encontram-se os potes de pólen muito nutritivo, de diversas cores, dependendo da floração da região.
Mel
A característica do mel da Mirim-Guaçu é a alta acidez que, aliada às propriedades farmacológicas, é eficiente no tratamento das doenças respiratórias.


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Abelha Mirim Preguiça

abelha Mirim-Preguiça é uma espécie social, muito mansa e frágil. Recebe esse nome, porque inicia seu trabalho somente quando a temperatura se aproxima de 20ºC. Por isso, começa a trabalhar por volta das 10 da manhã e para por volta das 15-16h. É uma abelha bem pequena, um pouco maior que a Drosófila (uma espécie de mosca das frutas). Cadacolônia apresenta cerca de 300 abelhas. É uma abelha muito importante na polinização de árvores. Seu voo é bastante diferenciado, pois, antes de pousar na flor, faz uma espécie dedança em zigue-zague.

Ocorrência
A Mirim-Preguiça é encontrada na Região Sudeste do Brasil (Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo) e no Paraná.
Morfologia
É uma espécie facilmente reconhecida pela cor cinza-opaca devido à pilosidade do corpo.Mede aproximadamente 3mm, sendo uma abelha bem pequena.
Ninho
Bem adaptada à vida urbana, os locais de nidificação da Mirim-Preguiça são ocos variados em muros de pedra, tijolos vazados, cabaças e ocos de árvores. O ninho possui sua entrada um pouco saliente, com apenas uma pequena abertura, feita com cera branca ou branco-amarelada. Esta é fechada à noite. No interior, as células de cria podem formar favos irregulares ou cachos, podendo ser helicoidais, horizontais ou não ter forma definida. As células de cria são construídas, simultaneamente, em baterias, mas a rainha fixa uma delas de cada vez, em sequência, durante o processo de postura de ovos.
O fechamento das células de cria é feito por várias operárias, usando as mandíbulas e não a inserção abdominal, como nas outras espécies de meliponas. A Mirim-Preguiça produz pequenos depósitos de própolis viscoso, puro. Os potes de mel e pólen medem cerca de 0,5 cm de altura  e são feitos com uma cera muito fina.
As células reais
Nesta espécie as rainhas são criadas em células de cria especiais, chamadas de células reais. Após nascerem, muitas vezes são mantidas aprisionadas na colônia, em câmaras de cerume, para o caso de haver uma substituição de rainha do ninho ou um processo de divisão do ninho.
Mel
Produzem pouca quantidade de mel.


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Abelha Lambe Olhos

abelha Lambe-Olhos é uma espécie nativa e corre risco de extinção. É  uma  abelha resistente às  intempéries, como calor,  sol  e  chuva. Possui o ferrão atrófico, que não se desenvolveu, portanto é incapaz de picar. A forma de se defender é bastante conhecida: procura os olhos das pessoas a fim de lamber a secreção que umedece o globo ocular. Em vários estados  brasileiros, essa abelha é encontrada  nas  cidades,  em  tubulações elétricas, ou em muros de tijolo baiano. Seu enxame é, na maioria das vezes, mediano e pequeno. Da mesma forma, a produção de mel e o estoque de pólen são processos muito lentos, já  que é uma abelha Lambe-Olhos é bem pequenina.
Apesar do seu tamanho, a defesa é realizada por 3 a 4 operárias-guardas na abertura do tubo de entrada da colônia, que mede cerca de 0,5 cm de diâmetro. Quando acontece a invasão de intrusos, como abelhas de outras colônias ou formigas, as operárias imediatamente retiram resina do depósito com as mandíbulas e a grudam no invasor, imobilizando-o.
Ocorrência
A Lambe-Olhos é uma abelha encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais, no Paraná, na Paraíba, em Rondônia, em Santa Catarina, em São Paulo, no Tocantins, no Paraguai e no Peru.
Morfologia
A abelha Lambe-Olhos é considerada a menor abelha do mundo, com aproximadamente 1,5 milímetros. Possui a coloração do corpo negra, com asas maiores do que sua extensão corporal.
Ninho
A entrada da colônia da Leurotrigona muelleri é um pequeno tubo, feito de cerúmen, de cor escura permitindo a passagem de mais de uma abelha. As operárias  constroem potes, para armazenamento do pólen e mel, ligeiramente ovalados e de coloração amarela clara, aparentemente com pouca mistura de resina e translúcida, quase que exclusivamente de cera da própria abelha. As células de cria são construídas, em forma de cacho, ligadas umas as outras por um pequeno pilar de cera. Já as células novas com ovos e larvas em fase de alimentação são menores que as células já com casulos, isto é com pupas.
Tarefas de manutenção do ninho, cuidados com a prole, coleta de alimento e defesa são tarefas de grupos etários de operárias, variando conforme às condições e às necessidades da colônia. Na medida em que as operárias envelhecem, vão mudando de atividade dentro da colônia.
Células de cria 
Quando as células de cria estão prontas, a rainha inspeciona o seu interior. Enquanto isso, as operárias começam a se inserir na célula e logo inicia a deposição de alimento por regurgitação. Em seguida, a rainha bota um ovo sobre esse alimento. Uma operária sobe na célula tratada, insere o abdômen nesta e começa fazer movimento de rotação comprimindo o colar da célula com as mandíbulas e as pernas. Quando o colar é completamente abaixado, outras operárias ajudam a terminar a operculação da célula. Após a postura em uma célula tratada, a rainha segue em busca de outra célula onde todo processo é repetido.
Ciclo biológico da colônia
Quando há abundância de recursos, a população cresce, aumentam os estoques de alimento, bem como aumenta a produção de machos e rainhas virgens. Já nos meses de escassez de recursos, os estoques são consumidos e a população diminui consideravelmente. Quando a rainha mãe envelhece, novas rainhas são produzidas e ocorre a substituição da rainha mãe. As rainhas que emergem podem ser inicialmente mortas, mas uma é finalmente aceita, enquanto a rainha velha é atacada e morta pelas operárias.



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Abelha Borá
Abelha da família dos Meliponídeos, seu nome original vem do Tupi Heborá, que significa: o que há de ter mel. Já popularmente, a Tetragona clavipes é conhecida como Jataizão, Vorá e Cola-Cola. Também é conhecida pelos índios da Reserva do Xingu, onde é encontrada em abundância. Os índios Yudja a conhecem como Watawila; os Ikipeng ( Kticao), como Amputxigagem; os Suiá, como Simbretx; e os Kaibi, como Tapemon. Diz a lenda que Borá  é uma substância amarela e amarga encontrada nos ninhos dessa abelha, possivelmente por se notar grande quantidade de samora, saburá (pólen), armazenada por esta abelha.
A Borá é uma abelha sem ferrão bastante agressiva, principalmente nas horas quentes do dia, quando se defende, valentemente, mordiscando a pele ou se enrolando nos cabelos de quem se atreve a chegar perto de sua colmeia. Apresenta deposição de própolis como comportamento defensivo. Nidifica em ocos de árvores, de preferência, vivas. Na região do Rio Xingu e Suiá missu, há grande quantidade de ninhos em Pequizeiros (Pequi).
Ocorrência
abelha Borá é encontrada no Acre, no Amazonas, no Amapá, na Bahia, no Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso, no Pará, no Paraná, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Morfologia
corpo da abelha Borá é alongado, com coloração marrom-escura. Possui as asas mais longas que a extensão do corpo. Lembra bastante a abelha Jataí, só que é maior. Daí também receber o nome de Jataizão.
Ninho
Não há canudo ou pito na entrada do ninho como ocorre com as outras meliponas.  A entrada do ninho não é muito grande e possui, em seu redor, camadas não muito espessas de própolis endurecido. Os potes de mel e pólen são de tamanho médio, em torno de 3 centímetros de altura. As células de cria encontram-se construídas, em forma helicoidal (caracol), e são revestidas com um invólucro de cerume, mais ou menos regular. É uma espécie que possui células reais. O tamanho das colônias é médio ou grande.
Mel
mel da Borá é bastante apreciado, embora seja um pouco azedo.



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Abelha Boca de Sapo

Partamona helleri é uma abelha bastante agressiva. Ao se sentir ameaçada, enrosca nos cabelos e pêlos da vítima, além de mordiscar a pele com suas mandíbulas. É conhecida popularmente como Boca-de-Sapo, por construir a entrada do seu ninho em forma de uma boca grande de sapo, feita de barro com própolis. A abelha Boca-de-Sapo não gosta dos ventos gelados e úmidos da região serrana, preferindo sempre lugar mais seco e quente. É uma espécie grande coletadora de pólen, visitando muitas espécies de plantas. Por isso, é um inseto muito importante para a polinização das árvores.
Ocorrência
A abelha Boca-de-Sapo é encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
Partamona helleri possui a coloração do corpo negra e brilhante, com as asas maiores que a sua extensão corporal.
Ninho
Boca-de-Sapo costuma construir o seu ninho, no alto (aéreo), apoiado em superfícies como oco de arvores, vasos de plantas, postes, blocos de cimento, forro de casa, laje e cumeeira de telhado. A entrada do seu ninho tem a forma de uma boca grande de sapo, feita de barro com própolis.
Mel
O mel da Boca-de-Sapo é aguado, mas muito saboroso. No entanto, sua produção é mínima.
Um hábito peculiar
Um fator que deixa muitos com dúvida em relação à higiene da Boca-de-Sapo é o seu hábito de  usar excremento de animais, na parte externa de seu ninho, nos períodos de seca, já que falta o barro, elemento essencial para a construção dos ninhos.


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Abelha Guira


Geotrigona mombuca é uma abelha social, mansa, popularmente conhecida como Guira. É uma espécie que nidifica abaixo do solo (constrói ninhos subterrâneos), provavelmente ocupando panelas de antigos sauveiros. De modo geral, o ninho da abelha Guira apresenta estrutura similar à  apresentada por outras espécies do mesmo gênero. As colônias daGeotrigona mombuca podem apresentar de 2.000 a 3.000 abelhas.
Ocorrência
abelha Guira é encontrada em áreas de transição entre o Cerrado e a Caatinga. É bastante comum na Bahia, no Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, no Mato Grosso do Sul, no Mato Grosso, no Pará, no Piauí, em São Paulo e no Tocantins.
Morfologia
Guira possui coloração negra e pilosidade clara, com as asas maiores que a extensão do corpo.
Ninho
entrada do ninho da abelha Guira é geralmente encontrada em chão batido. Geralmente, há entre três e quatro guardas, na entrada da colmeia, protegendo-a durante o dia. Em torno dela ocorre deposição de torrões de terra, gravetos e outros materiais. O orifício de entrada é circular, com um diâmetro que varia de 0.85 cm a 1.20 cm. Em torno do ninho, há a presença de detritos, como partículas de barro, cascalho, folhas, paus e serragem, em uma pilha que alcança até 14 cm.
No período chuvoso, o depósito de paus aumenta bastante, pois isso protege o ninho das fortes chuvas. A entrada do ninho é revestida por cerume, assim como o canal de ingresso. As células de cria são helicoidais. Nessa espécie também há células reais. O invólucro está presente nas células de cria e nos potes de alimento, que são grandes e cilíndricos, e, em condições naturais, podem atingir 7 cm de altura.
Mel
A Guirá produz um mel de boa qualidade.


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Abelha Marmelada Amarela


abelha Marmelada Amarela é bastante agressiva, quando ameaçada, mas, após algum tempo, geralmente se acalma. Ela se defende depositando pelotas de própolis pegajososobre quem a importuna. É uma abelha que pode roubar o pólen de outras espécies. Suacolmeia é coberta com própolis depositado pela própria abelha.  A cria é produzida em células que encostam levemente umas nas outras ou são ligadas por um cabo pequeno de cerume, formando grupos parecidos com cachos. Há células reais, inclusive formadas a partir de células comuns, na ausência da rainha. Nesta espécie, as operárias nunca desenvolvem ovários.
Morfologia
Como o próprio nome diz, a abelha Marmelada Amarela possui coloração amarelada, com o corpo fino e asas maiores que a longitude do corpo. Como todas as abelhas da triboTrigonini, essa espécie possui o ferrão atrofiado.
Ocorrência
A Marmelada Amarela é uma abelha encontrada do sudoeste Mexicano ao sudeste Brasileiro, sendo encontrada em florestas da Amazônia, em vegetação de caatinga e no cerrado.
Ninho
Essa espécie nidifica em ocos de árvore, como a Jatobá. A entrada do ninho é feita de própolis, pequena, não saliente e permite que apenas uma abelha passe por vez. Em seu interior, há potes de mel ovoides, e células de cria levemente unidas umas às outras. As larvas de operárias perfuram a célula de cria vizinha e se apropria do alimento. Não foi constatada a presença de operárias poedeiras. Os potes de pólen são cilíndricos ou cônicos, com cerca de 3 cm de altura e os potes de mel são ovoides, com cerca de 1,5 cm de altura. As colônias podem ser médias ou grandes.
Mel
A abelha Frieseomelitta varia possui um mel muito saboroso, bastante denso e viscoso, diferentemente da maioria dos outros tipos de mel de meliponíneos.



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Abelha Mombucão

A abelha Mombucão é muito mansa, vivendo em colônias grandes, localizadas em ocos de árvores. A entrada dos ninhos é pouco visível e de tamanho reduzido, não havendo tubo de entrada. Os favos de cria são geralmente helicoidais, mas também podem ser horizontais, ocorrendo células reais. Nesta espécie, ocorrem também rainhas miniaturas, provenientes de células de tamanho normal, como as usadas para a criação de operárias e machos. Há um invólucro em torno das células de cria. Os potes de alimento são grandes, podendo ter cerca de 4 cm de altura. A população dos ninhos é de 1.000 a 2000 abelhas. Uma característica muito importante da Mombucão é que ela necessita de muita umidade interna na colônia. Quanto mais umidade, melhor para a colônia.
Ocorrência
A Mombucão é encontrada no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
Cephalotrigona capitata  apresenta comprimento total de 7,5 a 10 mm, com corpo em sua maior parte mate e preto, com as margens do mesonoto e os lóbulos basais do escutelo amarelos. O abdômen é vermelho, ou todo preto, com as margens apicais dos tergitos amareladas. As asas são consideravelmente mais compridas do que o corpo, esfumaçadas e com nervuras ferrugíneas.
Ninho
A abelha Mombucão nidifica em ocos de árvores, frequentemente bem próximo à base. A entrada do ninho é pequena e pouco visível.
Mel
Seu mel é pouco saboroso.
Ameaças
O desmatamento e a urbanização (inclusive a construção de estradas) são as principais ameaças a esta espécie, pois provocam a redução da disponibilidade de locais para a nidificação, considerando que para isso são necessárias árvores ocas, com troncos avantajados, restringindo paralelamente os recursos florais disponíveis. O desmatamento também provoca a fragmentação dos habitats, isolando populações que podem se tornar inviáveis do ponto de vista genético, uma vez que a endogamia pode ter consequências nefastas nos Meliponinae.


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Abelha Guiruçu


Guiruçu é popularmente conhecida como Abelha-Mulata, Mulatinha, Abelha-do-Chão, Papa-Terra e Iruçu-do-Chão. É uma abelha social, da subfamília dos meliponíneos. É uma espécie muito mansa, visitante da copa das árvores. A Schwarziana quadripunctata nidifica no solo, em buracos no chão, ou em ninhos de formigueiros abandonados. Os ninhos da Guiruçu tanto podem ser encontrados a 30 cm do solo, como a 1,5m deste. Por isso, essa abelha precisa de uma melhor termorregulação de seu ninho para controlar a sua temperatura interna.
Ocorrência
Esta espécie de abelha pode ser encontrada no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Goiás, no Espírito Santo e na Bahia.
Morfologia
A abelha Guiruçu mede cerca de 17 mm de comprimento e possui coloração negra, com abdome frequentemente avermelhado.
Ninho
Com já mencionado,  a abelha Guiruçu nidifica no solo. A entrada do ninho é um pequeno buraco no solo, podendo ter uma pequena elevação de barro. Internamente, a entrada é revestida de cerume. O ninho todo é circundado por um invólucro que tem uma forma característica. Os favos são em espiral ou paralelos. As células de cria são construídas sucessivamente, ou seja, ao mesmo tempo, há células em construção em vários estágios, desde iniciais até o estágio final. Em colônias fortes, até 13 células são construídas simultaneamente.
Uma característica interessante dessa espécie é que há rainhas pequenas, médias e grandes. Em outras palavras, as rainhas podem ser criadas em células normais e/ou em células reais. Os machos podem aparecer em grande quantidade, permanecendo agrupados nos locais aquecidos do ninho. O alimento, como o mel e o pólen, é colocado em potes ovoides, de 3cm de altura. o mel é muito saboroso. Alguns consumidores deste mel deixam o ninho enterrado no seu local de origem e de quando em quando recolhem o mel produzido.
Mel
A Guiruçu produz um mel de excelente qualidade e muito saboroso. Alguns meliponicultores deixam o ninho enterrado em seu local de origem, recolhendo o mel produzido periodicamente.


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Abelha Tataira
abelha Tataíra (Oxytrigona tataira tataira) é uma abelha social, da subfamília dos meliponíneos, pertencente ao grupo das espécies sem ferrão (Meliponinae). É uma espécie agressiva que, ao se sentir ameaçada, segrega um líquido cáustico na vítima. Por isso, é conhecida pelos nomes de Abelha-Caga-fogo, Abelha-de-Fogo, Barra-Fogo, Bota-Fogo, Caga-Fogo e Mija-Fogo. Também é bastante conhecida como |Tataíra. Por ser uma espécie altamente defensiva,  sua inclusão em projetos de meliponicultura é inviável.
Alguns apicultores consideram a abelha Tataíra uma espécie nociva para a abelha Apis mellifera, principalmente no período de escassez de alimento, pois a Tataíra tem o hábito de saquear colônias enfraquecidas do gênero Apis.
Ocorrência
A Tataíra pode ser encontrada na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.
Morfologia
A abelha Tataíra é pequena, altamente defensiva e pouco produtiva. Possui cerca de 5,5 mm de comprimento, cabeça e abdome ferrugíneos e o restante do corpo preto. Apresenta, nas glândulas mandibulares, secreções cáusticas que queimam o intruso. Os ferimentos causados por essa substância assemelham-se a queimaduras, podendo levar dias para cicatrizar.
Ninho
O ninho da tataíra apresentava entrada característica para a espécie, constituída aparentemente por cerume e com formato elipsoidal, sendo encontradas abelhas-guarda dispostas ao seu redor. Esta entrada comunicava-se diretamente com o túnel que dá acesso a área de cria. Esta característica peculiar está relacionada ao sistema de defesa da colônia.
Favos de cria
Os favos das Tataíras são distribuídos em blocos, construídos em forma de espiral, com uma área total ocupada de 15,0 cm de largura por 12,0 cm de altura. Os favos de cria apresentam dimensões médias de 5,87 cm de largura e 9,94 cm de comprimento. Estes são separados por pilares de 0,33 cm de altura média. Há também um invólucro feito de uma fina camada de cerume, que separa a área de cria dos potes de alimento.
Mel
O mel desta espécie apresentou umidade de 26,0%, além de presença de espuma, indicando a sua fermentação. Por isso, não é um mel muito apreciado.


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Abelha Irapua
Trigona spinipes é uma abelha social brasileira, da subfamília dos meliponíneos. Também é conhecida pelos nomes de Abelha-Cachorro, Abelha-Irapuá, Abelha-Irapuã, Arapica, Arapu, Arapuá, Arapuã, Aripuá, Axupé, Caapuã, Cabapuã, Enrola-Cabelo, Guaxupé, Irapuá, Mel-de-Cachorro, Torce-Cabelo, Cupira, e Urapuca. Esta abelha é um inseto que vive em colônias,  compostas por operárias, zangões e diversas rainhas, embora apenas uma seja responsável pelas posturas. É uma espécie agressiva podendo atacar outras abelhas sem ferrão. Ela tenta invadir a colmeia, em busca de alimento, e acaba brigando com as defensoras, o que ocasiona muitas mortes, inclusive a da própria colônia invadida, se essa for muito nova ou fraca.
Além dos ataques a outras abelhas, a Irapuã destrói os botões florais de algumas plantas. Para fazer seu ninho, esta utiliza as fibras de vegetais, atacando as flores e as folhas novas, até a casca do tronco da planta, para retirar resina. Quando as plantas estão em flor, o prejuízo é ainda maior, pois a Irapuá faz um orifício nos botões florais, prejudicando a frutificação. O crescimento das plantas também é retardado devido ao ataque destas abelhas. Além dos citros a Irapuã ataca bananeiras, jabuticabeiras, jaqueiras, mangueiras, pinheiro-do-paraná, entre outros.
Ocorrência
A Irapuã é encontrada no Acre, no Amapá, no Amazonas, no Ceará, em Minas Gerais, no Mato Grosso, no Pará, no Paraná, em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul.
Morfologia
A abelha Irapuã possui coloração negra reluzente. Mede de 6,5 mm a 7 mm de comprimento, com pernas ocreadas e asas quase negras, na metade basal, e mais claras, na metade apical.  Não possui ferrão, mas se enrosca agressivamente nos pelos e nos cabelos das vítimas. Isso acontece, pois seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores, como o pinus ou o eucalipto. Quando se sente ameaçada, penetra orifícios das vítimas, como as orelhas e as narinas.
Ninho
O ninho da Irapuã é globoso, com meio metro de diâmetro e coloração marrom, construído entre os galhos das árvores. A entrada é ampla e oval com lamelas internas de cerume. Em seu interior destaca-se a presença de uma consistente massa composta de materiais diversos, como restos de casulos, madeira apodrecida, excrementos e resinas. Para obter as resinas, a Irapuá corta os tecidos vegetais com suas mandíbulas, que são bem desenvolvidas, e recolhe as substâncias que extravasam das plantas.
Mel
O mel produzido pela Irapuã é armazenado na colmeia, em alvéolos grandes, conhecidos como potes de cera.


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Abelha Limão
Lestrimelitta limao é popularmente conhecida como Iraxim, Iratim, Arancim, Aratim, Canudo, Sete-Portas, Limão, Limão-Canudo e Abelha-Limão (por exalar um notável cheiro de limão). É uma abelha social da subfamília dos meliponíneos. Constrói um grande ninho de barro, preso entre os galhos, com entrada tubiforme. É uma espécie pilhadora, vivendo exclusivamente do saque a outros ninhos. A Abelha-Limão só sobrevive em áreas onde haja grande densidade de ninhos de outras espécies.
O sucesso no ataque a outras colônias dá-se por liberação de terpenoides voláteis, das secreções cefálicas (das glândulas mandibulares), que provocam a dispersão dos indivíduos da colônia hospedeira e a consequente pilhagem. Por isso, o cheiro semelhante a limão que estas abelhas exalam, que a faz receber o nome popular de Abelha-Limão.
Ocorrência
Abelha-Limão é encontrada na Bahia, em Minas Gerais, Paraná e em São Paulo.
Morfologia
A espécie mede cerca de 7 mm de comprimento, tem o corpo ligeiramente alongado e a coloração pardo-escura.
Ninho
A entrada do ninho da Abelha-Limão apresenta protuberâncias de cerume, que são abertas pelas operárias, no período da manhã, e fechadas, ao anoitecer. Na saída do ninho, há vários pitos, em forma de dedos, mas apenas um está ativo. Esta é uma tática de defesa contra predadores, como formigas, entre outros.  Se o pito de saída desta abelha for destruído, logo em seguida outro começa a surgir, pois a Abelha-Limão gosta de várias opções de saída.  Como esta abelha vive do roubo, os pitos alternativos são um indício de que ela realmente é uma ladra, pois são um meio de fuga.
Mel
O mel produzido pela Lestrimelitta limao é considerado tóxico e perigoso, se consumido pelo homem, em razão das secreções tóxicas das glândulas mandibulares dessa abelha.
Comportamento cleptobiótico
Lestrimelitta limao é considerada uma abelha pilhadora ou cleptobiótica, ou seja, saqueia os ninhos de outras espécies para retirar o mel, o pólen e a cera, armazenados nas colmeias alheias.  Isso porque as operárias da Abelha-Limão não possuem corbícula, órgão localizado na tíbia posterior para o transporte de pólen e de outros materiais utilizados na estrutura do ninho. Ao saquear outras colmeias, essas operárias liberam substâncias voláteis, produzidas por suas glândulas mandibulares, que confundem a comunicação entre as abelhas da colmeia hospedeira, provocando a sua dispersão. Assim, as pilhadoras conseguem saquear os ninhos, levando o produto do saque, nos seus papos, até os seus próprios ninhos.


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24 comentários:

  1. so quero relatar q a mirin guaçu (plebeia remota rufis) tem muito em guarapari ES tenho muita no meu quintal...valeuuuuuuuuuuuu

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    1. Olá Jades.
      Muito legal o fato de você ter essa facilidade na região de ES.
      Abçs

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    2. Olá também sou de Guarapari-es . aqui no meu quintal também tem muitas abelhas mirim, principalmente da amarela . e também abelhas cachorro , que são o terror das jaqueiras kkkkkk. veleu!!

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    3. aqui também já vi varias abelhas parecidas com a guarupu da foto. so que fazem o ninho no chão muito discreto é difícil achar so vi por acaso. e fazem o ninho bem fundo no chão. você saberia me informar que abelha é esta? valeu!!

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  2. Olá Lucio, tudo bem? Você sabe me dizer a subsespécie de Melipona rufiventris que possui? Seria Melipona rufiventris rufiventris ou Melipona rufiventris mondury? Obrigado

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    1. Olá;
      A especie é rufiventris mondury.
      Abçs

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    2. Obrigado, Lucio. Você sabe como diferencio as duas subespécies? Estou com esta dúvida

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  3. Prezados, Tem uma espécie de abelha com antenas avantajadas tipo as antenas de borboletas, que visita as flores de maracujá-do-mato que tenho em meu quintal aqui na Bahia, tem a mesma morfologia da Uruçu, diferencia apenas pelo tamanho avantajado das antenas. alguém sabe de que espécie de trata?

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  4. Olá
    Vc sabe onde tem p venda caixas já com enxame inicial de Mandaçaia e Uruçu?
    (...em Minas ou Goiás)

    marciohgarcia@gmail.com

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  5. Por favor me digam qual abelha é essa do video.
    -https://www.youtube.com/watch?v=E-ipAkP37HY.
    meu email: alex.fabianopinheiro123@gmail.com

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  6. Por favor gostaria de saber que especie de abelha é essa
    -https://www.youtube.com/watch?v=E-ipAkP37HY
    meu email: alexfabianopinheiro123@gmail.com

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    1. Olá amigo.
      Essa especie é a apis melifera.
      Abçs

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  7. Lucio, bom dia
    o que me diz da Uruçu Boca de Renda, é facil de criar?
    qual vc indica pra quem não tem muita experiencia< Uruçu Amarela ou Uruçu Boca de renda?

    grato

    Juarez Padovan

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    1. Olá Juarez.
      Eu aconselho a começar pela URUÇU VERDADEIRA, pelo fato de ser mais resistente em relação a amarela e boca de renda. No quesito forideos.
      Depois que você demoninar a técnica de criação da especie URUÇU VERDADEIRA, aí sim poderá adquirir as outras especies citadas.
      Grande abraço e muito sucesso pra você.

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    2. muito obrigado pela dica.

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  8. Boa noite, gostei muito das suas descrições das abelhas. Moro numa casa em Belo Horizonte. Qual destas abelhas você aconselharia para ter em casa? Tem como combinar qualidade e quantidade de mel nesta indicação? Obrigado

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  9. Boa noite, gostei muito das suas descrições das abelhas. Moro numa casa em Belo Horizonte. Qual destas abelhas você aconselharia para ter em casa? Tem como combinar qualidade e quantidade de mel nesta indicação? Obrigado

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    1. Olá Renato.
      Dessas especies, pra inicio de criação e adquirir experiencia, a uruçu nordestina (verdadeira) e mandaçaia são as mais indicadas. São boas produtoras de mel.
      Sucesso.

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  10. Olá, meu nome é Rodolfo, tenho alguns enxames de jataí e um de mirin, que estão com um comportamento estranho, depois que fiz a transferência de uma caixa para uma caixa vertical, elas fecharam a entrada , já faz 6 dias, poderia me ajudar,

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    1. Olá Rodolfo;
      Esse fechamento da entrada é até normal, pois elas estão reestruturando o ninho internamente.Agora, se poor acaso houve um manuseio de forma inadequado, onde o ninho foi danificado, então elas precisam de mais tempo para ajeitar a casa delas.
      Em uma transferencia, não deveria estar com esse comportamento. Já deveriam estar trabalhando.
      Abra a caixa e veja se tem problemas no ninho.
      Abçs

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  11. Ótimo site e levantamento de informação! Vou compartilhar. Parabéns!

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  12. Tirei foto de uma abelha aqui em casa e queria saber qual é prá ver se consigo isca pra capturar enxame, tem algum e-mail q posso enviar a foto ?

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    1. Olá amigo.
      Manda a foto no meu email: luciopivoto@hotmail.com
      Abçs

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