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domingo, 25 de novembro de 2012

Entrada da Boca de Sapo em construção

[Figura-1] Entrada da Boca de Sapo em construção
Em 15/11/2012 realizei a divisão da abelha Partamona Hellery, mais conhecida por Boca de Sapo pelo simples fato de sua entrada se parecer bastante com uma boca de sapo, impressionante isso, não é mesmo !!!

Pois bem, na figura-1 podemos ver a entrada dessa espécie de abelha em construção já bem avançada, pois desde o momento da divisão ocorrida em 15/11/2012 já se passaram exatamente 9 dias, e a foto nos mostra claramente que a entrada já começa a mostrar a semelhança da boca de sapo.


[Figura-2] Entrada já formada ( enxame matriz )
Vejam na figura-2 como é a entrada de um enxame Boca de Sapo já formado ( enxame matriz ).  Com certeza o enxame recém dividido também chegará a esse patamar. Esperemos que sim, se tudo transcorrer bem e a natureza ajudar.

Na minha região começou a chover e como a terra fica mais "mole", com "barro", isso ajuda muito as abelhas a construirem suas entradas ou até mesmo dar manuteção /  reforma, pois com o passar do tempo, as entradas passam por essas atividades, faz parte do processo natural na vida social das abelhas. E com esse material em abundancia na natureza ( barro ) a entrada começou a apresentar seu formato com mais rapidez.

Deêm uma olhada na postagem, onde faço comentários da divisão do enxame da Boca de Sapo, para relembrar alguns conceitos e ver como era a entrada no momento da divisão e como ele se encontra hpje ( figura-1 ).
Para ver a postagem clique aqui.

[Figura-3] Redução da entrada usando madeira.
Na postagem "Divisão da Partamona Hallery" eu teci comentários sobre a redução da entrada da colmeia justamente para fornecer mais proteção naquele momento para as abelhas, pois o processo de divisão, elas ficam confusas e estressadas e um ataque de algum inimigo pode complicar o quadro naquele momento, e o recurso que utilzei foi a madeira ( usei um pedaço de cabo de vassoura, fiz um furo com diametro menor e fui desbastando a madeira até que coubesse na entrada da caixa.  Veja na figura-3 a entrada já equipada com a redução.

Na ultima inspeção que fiz nas caixas, percebi que as abelhas estavam precisando de mais espaço na abertura da entrada, justamente para facilitar o vai e vem delas no dia a dia. Como o período de adaptação inicial já tinha passado e as abelhas também já se encontravam com pleno dominio da situação, então resolvi retirar a redução de madeira e fiz uma outra usando um pouco de cera de abelha Uruçu Nordestina ( mas poderia ser de qualquer outra especie de abelha ).  A vantagem de se usar a cera é que as abelhas conseguem ir retirando aos poucos e deixando a entrada conforme suas necessidades. Na figura-1 pode ser observado a entrada com um pouco de cera por baixo do "bicão" que está sendo construido.

[Figura-4] Abelhas Partamona Hellery colhendo polem
Essas abelhas são muito defensivas, bastou eu chegar perto da caixa para tirar as fotos para que elas começassem a fazer sua defesa, começaram a grudar na roupa, enrolar nos cabelos e cada vez chegando mais coleguinhas para ajudar aquelas que já tinham começado a defesa.
CONCLUSÃO:  sai correndo sem olhar para tras !!!   Ainda bem que consegui algumas fotos.

É muito divertido estar manuseando  /  aprendendo com as abelhas.

Grande abraço e muito sucesso pra você.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Identificando discos de cria verde e maduro

[Figura-1]   Discos de cria ( verde )
Fique atento !!!
Reconhecer a diferença entre “cria verde” e “cria madura” é fundamental para entender as técnicas de divisão de colônias.
Toda divisão de ASF ( Abelhas Sem Ferrão ) se baseia em retirar discos de cria maduros com realeiras e a partir dai fazer uma nova colmeia.

Bom, como sabemos reconhecer qual disco está maduro ou verde ???

A diferença deve ser notada pela cor dos favos. A cria verde geralmente é mais escura, da mesma cor do cerume que reveste o favo ( figura-1 ). A cria madura é mais clara e amarelada, da cor do tecido que forma o casulo ( figura-2 ).

Então vamos clarear esse conceito:

1) Disco de cria verde:
Na figura-1 podemos ver os discos de cria na condição de verde, ou seja, ainda estão cobertos por cera de cor marrom.  Por isso dizemos que os discos estão verdes, usamos a palavra verde e maduro para simplificar o conceito de uma divisão.
Essa cera marrom, aos poucos vão sendo retirados pelas campeiras, é o processo normal de manutenção das celulas de cria.

[Figura-2]   Discos de cria ( maduro )
2) Discos de cria maduro:
A figura-2 nos mostra claramente os discos já maduros, eles são de cor amarelada, ou seja, a cera que encobre as celulas de cria já foram retirados, as abelhas estão prestes a nascer.

Entender esse conceito é fundamental para se obter sucesso em uma divisão de ASF.

Espero ter explicado de forma bem rápida essa diferença, e creio que as figuras ilustradas tenha demonstrado essa diferença.

As fotos foram retiradas da abelha Canudo.

domingo, 18 de novembro de 2012

Divisão da Partamona Hallery

[Figura-1] Enxame de Partamona Hellery ( Boca de Sapo )
No dia 15/11/2012 ( Feriadão ) aproveitei para fazer a multiplicação da famosa Partamona Hallery, mais conhecida por Boca de Sapo, Cupira Preta.  Muitos a confundem com a Irapuã.

A sua defesa se fundamenta em "grudar", "enrolar", "beliscar" as vitimas que tentam perturbar o seu convivio diario.

É um enxame que possui muitas individuos ( abelhas ) e ao manusear a caixa, é preciso ter um aparato ( chapeu com tela transparente ) e camisa de manga comprida sem botão.


[Figura-2] Caixa sendo preparada para a divisão
Como estava fazendo a divisão sozinho, não consegui manusear a máquina fotografica, pois no momento da divisão as mãos ficam impregnadas com cera e residuos da colmeia, sendo inviavel tocar em qualquer equipamento eletronico, pois os mesmos vão ficar "sujos" com fragmentos de cera e para limpar depois é terrivel.  Mas por sorte, minha esposa conseguiu tirar algumas fotos quando as abelhas já estavam mais calmas. O interior da caixa e o ninho não foram fotografados.

O ninho estava bem grande e com muitos discos de crias novas e nascentes, também continham bastante realeiras, contem 4 realeiras.

[Figura-3] Entrada da caixa nova
Depois que encontrei as realeiras que precisava para a divisão, parei de procurar, pois não precisava mais.

Sempre é bom fazer um planejamento antes da divisão, procurando providenciar as ferramentas / acessorios necessários para garantir o sucesso da divisão ( martelo, formão, baldes, fita crepe, caixas vazias e prontas, e, outros ).

Relembrando: 
quanto menos tempo demorar durante a divisão, melhor.

[Figura-4] Entrada da caixa mãe ( matriz )
Na figura-2 podemos ver alguns dos acessorios proximos da caixa que vai ser dividida, temos que garantir pleno sucesso na divisão.


Na figura-3 podemos ver como as abelhas já estão se comprometendo na confecção da entrada da nova caixa, caixa filha. Já na figura-4 temos a entrada pronta e formada na caixa mãe. Por isso que essa abelha tem o apelido de "Boca de Sapo", pois sua entrada é bem semelhante a boca do sapão.



[Figura-5] Caixa filha no lugar da caixa mãe
E como de costume, a caixa filha vai para o lugar da caixa mãe e a caixa mãe vai para um lugar um pouco distante da posição original (a distancia entre a caixa mãe e filha  vai depender de lugar para lugar ). Na figura-5 vemos a caixa filha já posicionada no lugar da mãe.


[Figura-6] Entrada da caixa nova em construção







Na figura-6 podemos apreciar a entrada da caixa nova já sendo construida, depois de 3 dias após a divisão.  Essas abelhas são excelentes polinizadoras, elas não produzem mel, a quantidade de mel é bem pouca, pelo menos na minha regão é assim.

O ninho ( involucro ) é muito ressecado e ao ser manuseado, simplesmente se tornam quebradiços, se esfarelam durente o manuseio.

A entrada da caixa nova foi projetada com abertura de 1,5 cm, porém para facilitar a proteção contra os forideos, fiz uma redução com madeira roliça e com entrada de 1 cm. Quando a familia estiver forte, posso até retirar essa redução, porém a entrada será destruida, creio que não farei isso, vou deixar como está e fazer acompanhamento, caso seja necessário, então farei.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Arco Iris, um espetáculo no céu

[Figura-1]  Arco Iris
Neste final de semana estava eu indo a uma festa de aniversário e no caminho dentro do condominio avistei esse espetaculo no céu, onde não pude deixar de registrar.

São momentos únicos e não vemos isso acontecer todos os dias, são raros, mas acontecem.  E como estamos cercados de aparatos eletronicos cheios de recursos ( aparelho celular ), fica facil de registrarmos esses acontecimentos inesperados.




[Figura-2] Arco Iris no horizonte
Diz a lenda que no final do Arco Iris existe um pote cheio de ouro.  Bem que podia ter mesmo, um achado desses ficaria muito contente.

Vamos a uma definição do que é esse fenomeno:

O arco-íris é um fenômeno óptico que se forma em razão da separação das cores que formam a luz solar. Ele pode ser observado sempre que existirem gotículas de água suspensas na atmosfera e a luz solar estiver brilhando acima do observador em baixa altitude ou ângulo, ou seja, ele pode acontecer durante ou após uma chuva. Esse acontecimento ocorre em razão da dispersão da luz.

[Figura-3] Visto das ruas do condominio
Dispersão é o fenômeno que causa a separação de uma onda em vários componentes espectrais.

A luz do sol é uma onda de luz branca formada por várias cores, quando essa luz incide sobre uma gota de água os raios luminosos penetram nela e são refratados, sofrendo assim a dispersão. O feixe de luz colorido, dentro da gota, é refletido sobre a superfície interna da mesma e sofre novo processo de refratação, motivo que provoca a separação das cores que um observador consegue ver. É evidente que essa dispersão ocorre com todas as gotas de água que estiverem na superfície recebendo a luz proveniente do Sol.

[Figura-4] Mais foto do Arco Iris
O arco-íris não existe, trata-se de uma ilusão de óptica cuja visualização depende da posição relativa do observador. É importante salientar que todas as gotas de água refratam e refletem a luz da mesma forma, no entanto, apenas algumas cores resultantes desse processo é que são captadas pelos olhos do observador.
Por Marco Aurélio da Silva
Equipe Brasil Escola

Mangericão, alimento para as ASF !!!

[Figura-1] Mangericão
O Mangericão é uma planta aromática, muitas vezes é confundido com a Alfavaca.

Em casos de estresse, exaustão e sintomas relacionados a eles (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tônico. A ação da erva é tanto anti-séptica quanto desintoxicante, ajudando o organismo a se restabelecer de todo tipo de infecção. O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, resfriados, congestão, tosse e dor de garganta. As propriedades relaxantes agem nos tratos digestivo e respiratório e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre e a náusea e atenuar afecções como a asma e a tosse seca.

[Figura-2] Colmeias de Jatais e Mandaçaias
 O Mangericão além de seu cheiro delicioso e gosto saboroso também oferece nectar e pólem para as ASF ( Abelhas Sem Ferrão ). Em meu Meliponario sempre tenho alguns pés de Mangericão plantados para essas finalidades










[Figura-3] Colmeia de Jatai ao lado do Mangericão
A natureza é muito importante, vamos cuidar dela, preservando as ASF e as plantas.

sábado, 10 de novembro de 2012

Resultado da polinização.......... Frutos

[Figura-1] Pé de acerola com frutos
É isso mesmo....  o resultado da polização são os frutos que vingaram e cresceram fortes e saudaveis.  É o caso do pé de acerola do meu quintal.

Bom, tudo isso foi possivel graças as nossas amiguinhas ASF ( Abelhas Sem Ferrão ) que fizeram o delicado trabalho de polinizar as flores, na simples coleta de polém.






Vamos relembrar os conceitos de polinização:
Polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas (núcleos espermáticos)através dos grãos de pólen que estão localizados nas anteras de uma flor para o receptor feminino (estigma) de outra flor(da mesma espécie), ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatofitas, já que é através deste processo que o gameta masculino pode alcançar o gameta feminino e fecundá-lo.
A transferência de pólen pode ser através de fatores bioticos, ou seja, com auxílio de seres vivos, ou abióticos, através de fatores ambientais. Os tipos gerais de polinização são os seguintes:

  • Anemofilia: através do vento;
  • Endomofilia: Termo geral para todos os meios de polinização através de insetos, mas é um termo mais usado para polinização efetuada por abelhas, vespas e moscas;
  • Cantarofilia: com auxílio de besouros;
  • Ppsicofilia: efetuada por borboletas;
  • Falenofilia: através de mariposas;
  • Ornitofilia: polinização feita por aves;
  • Hidrofilia: através da água;
  • Artificial: através do homem;
  • Quiropterofilia:polinização feita por morcegos;
  • Malacofilia:polinização feita por moluscos;

[Figura-2] Boca de Sapo ao meio das flores de acerola
Como estamos no meio da Meliponicultura, agradecemos nossas ASF pelo belo trabalho que elas vem realizando durante toda a nossa existencia na terra e tomara que elas continuem fazendo esse trabalho.

Já imaginaram se algum fator climatico interferisse nesse processo e elas simplesmente parassem de trabalhar !!!

Pode ter certeza de que o pé de acerola vai ficar só com os galhos e folhas, mas sem frutos.

Portanto, cuidemos bem delas, as gordinhas sem ferrão.